Meu mundo e nada mais
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Um chá deveras perturbador
“Foi muita gentileza sua aceitar meu convite.”
“Não me diga.”
“Agora Severus.” Albus Dumbledore permitiu-se uma risada indulgente enquanto dirigia-se para seu estúdio privado. “Não há necessidade de ser desagradável afinal, me deu bastante trabalho conseguir seu preferido”. Ele apanhou o bule de prata, agitando-o no ar, num gesto floreado, e o aroma da “Loucura em Hortelã” de Madame Minster imediatamente inebriou o ar, espalhando-se pela sala. As narinas de Snape estremeceram como que contra a vontade do professor.
“Trabalho?” ele inquiriu astutamente, sentando-se de maneira rígida em uma cadeira de encosto alto enquanto Dumbledore acomodava-se em uma poltrona estofada que começou a fungar ligeiramente no momento em que Dumbledore destampou uma lata de biscoitos.
“Paciência Toby”, falou o diretor sem realmente considerar, acariciando o braço da poltrona. “As sobras lhe deverão satisfazer plenamente. Severus dificilmente come o suficiente para manter um gnomo de jardim vivo... Bem, sim, eu tive que enviar corujas por toda Hogsmeade, parece que não há mais nada no estoque da escola. Aqui, experimente um destes com cobertura de groselha.”
Snape apanhou o biscoito, depositando-o em seguida num prato, evidentemente sem a menor intenção de comê-lo no momento ou em mil anos. Ele, de qualquer forma, aceitou uma xícara fumegante de chá. Bebeu alguns goles, pálpebras cerrando-se involuntariamente de prazer. Em seguida, repôs a xícara na mesa. “Então”.
A expressão afável de Dumbledore não mudou. Os olhos decididamente cintilaram uma fração a mais. “Então”.
“Aqui estamos.”
“Definitivamente”.
“Maldito seja, Dumbledore. O que é que desejas?
Uma sombrancelha espessa arqueou-se levemente. “Está não é a primeira vez que eu lhe convido para um chá, Severus”.
“Não, não é, é?” Snape questionou com amargura. “Quando foi a última vez? Ah, sim! Quando você me informou, da forma mais branda e cheia de bondade que lhe é tão característica, que o lobisomem assumiria as Artes das Trevas...”
“Severus...”
“... e não eu. E antes disso? Deus meu, deixe-me pensar. Ah sim. Foi na ocasião em que você me apresentou àquela aberração singular da natureza, Gilderoy Lockhart, certamente a mais estúpida criatura viva – se é possível tal afirmação sobre alguém quando há Neville Longbotton presente no mundo – e a razão para tanto? Então você pôde informar-me que ele...”
“Severus, por favor...”
“... seria nosso Defensor residente. E eu pensei: mas essa é muito boa. E eu acredito que houve apenas uma única vez antes.”
“Você sabe, você está sendo extremamente...”
“Foi quando você me falou sobre Quirrel,” Snape finalizou em um sussuro mortífero.
Dumbledore meramente fitou-o, obviamente esperando por mais.
Snape recostou-se na cadeira, tanto quanto possível. “E a respeito disso eu acredito que não há nada a ser dito.”
“Sem dúvida, não me perdoarás facilmente”? Perguntou Dumbledore, sem o mínimo embaraço.
Os olhos de Snape relampejaram. “Você alguma vez ouviu falar de uma poção Trouxa denominada Vallium? É usada em pequenas pílulas?”
“Não posso afirmar que sim,” o diretor replicou em tom de supresa.
“Espantoso. A impressão que tenho é de que você está dopado pela substância”.
Dumbledore franziu o cenho pela primeira vez desde o início do chá. “Severus, você está se sentindo bem? Tem certeza?”
“Não, eu não estou,” Snape explodiu, “e pura ousadia sua, fazer-me este tipo de pergunta – após o que aconteceu este semestre...”
“Cuidado ao sacudir sua xícara desta maneira, você acabará por se queimar...”
Snape respirou profundamente, e bebeu um grande gole de chá. “Você poderia ter me estendido a cortesia de me servir algo que eu não apreciasse tanto,” ele murmurou. “A partir de agora eu farei todas estas associações negativas. O chá de Madame Minster estará arruinado para sempre agora.”
“E o que de tão desagradável aconteceu durante nossa pequena entrevista, se me permite a pergunta?” Dumbledore questionou suavemente, servindo-se do terceiro biscoito.
“Até agora nada. Mas acontecerá, tenho certeza.”
“Eu acredito que é esta visão positiva do mundo que faz com que todos lhe sejam tão afetuosos, Severus.”
A expressão nos olhos de Snape seria capaz de cortar qualquer vidro. “Não estou interessado em ser agradável, diretor.”
“Sorte a sua”, respondeu Dumbledore secamente. “Então, Severus, nós somos amigos ou não somos?”
Snape permaneceu sentado, expressão dura, completamente mudo.
“Tomarei isso como um sim,” suspirou Dumbledore, “mesmo tendo consciência de que eu deveria ser mais prudente agora... em qualquer momento, na verdade, eu lhe considero um amigo, quer você goste, quer não, e eu tenho como princípio que a amizade traz consigo alguns deveres.”
“É mesmo?”
“Naturalmente. Há todos os pré-requisitos: lealdade, honra, gentileza, ser bom ouvinte...”
“Fantástico”, desdenhou Snape.
“... e, é claro, a habilidade de avisar alguém quando esta pessoa vem sendo extremamente estúpida.”
A boca de Snape, a qual já havia movimentado-se como que se preparando para algum tipo de resposta mordaz, fechou-se em uma dentada que poderia ter partido sua língua em duas. Após um momento ou dois, ele recuperou-se, dizendo, em uma voz extremamente calma: “Eu realmente peço perdão, Albus.”
“Eu acho que você ouviu, Severus. Você. Está sendo. Estúpido.”
“Oh, entendo.” Snape depositou a xícara de chá cuidadosamente sobre a mesa, e começou a levantar-se. “Sabe, terrivelmente gentil de sua parte, arranjar tempo, diretor, mas nós dois somos homens ocupados, e acho que seria melhor se eu me retirasse. Você teria mais algum insulto em mente antes que eu retorne à masmorra?”
“Sim. Você é tolo e cego também,” Dumbledore afirmou entusiasticamente.
“É mesmo?” Snape cuspiu, e levantou-se de sobressalto. “Encantador. Eu não permanecerei sentado aqui aturando isso, Albus. Se isso sobre aquele maldito bastardo, Sirius Black...”
“Oh, em parte, certamente. Mas principalmente, sobre o jovem Harry.”
“Potter.” Snape sibilou, olhos faiscando. “Eu deveria saber que ele teria algo a ver com isso! É esta a razão de eu estar aqui? Agradecer-me por não tê-lo reprovado em poções, mesmo que isso seja o que ele asseguradamente merecia? Ou, quem sabe, agradecer-me por ter salvado a vida dele mais uma vez? Oh não, foi para insultar-me, após ter praticamente me chamado de louco e mentiroso perante Cornélius Fudge!”
Você pode ser um tolo Severus. Mas nunca mentiroso ou lunático.” Dumbledore disse calmamente, antes de adicionar: “Eu realmente devo insistir para que você se sente. E Snape encontrou-se sendo impelido a sentar-se novamente antes de poder dizer qualquer outra coisa. Toby deu a impressão de ter emitido um riso abafado, e Dumbledore alisou o apoio de braço da cadeira novamente.
“Você e os seus malditos feitiços mudos. Não pode se dar ao luxo de cuspir umas poucas sílabas, como nós, mortais?”
“Você parece a autoridade em cuspir hoje, Severus. Deixarei isso para você. Mas para mais tarde.” Dumbledore mastigou despreocupadamente outro biscoito, olhos nunca deixando os de Snape. “Diga-me”, murmurou eventualmente, “me diga, qual a razão para você odiar cada um dos nossos professores de Defesa contra Artes das Trevas? Até hoje? Desconsiderando o fato de que eles tiveram o emprego desejado e você não?”
“Com o seu brilhantismo habitual, Albus, você atingiu precisamente o ponto. Qual outra razão eu preciso para desprezá-los? À exceção de Lupin,” Snape completou, a face deformando-se à lembrança. “Com Lupin, foi pessoal, eu garanto a você. Aquele selvagem desgraçado e degradante...”
“Eu acho que foi pessoal com todos,” Dumbledore disse. E continuou, “Lupin foi um bom amigo para Harry, você sabia disso?”
“Não me surpreende,” afirmou Snape com desprezo.
“Oh, sim. Ensinou Harry a repelir Dementors – algo que eu certamente deveria ter feito, porém, assim que percebi o que estava acontecendo, pareceu-me que a melhor coisa a fazer era deixá-los continuar... e aquele ouvido amigo sobre o qual eu lhe falei Severus. Foi oferecido por Lupin a Harry, também.
Snape havia sucumbido ao silêncio, mordendo o lábio inferior furiosamente, machucando-o. Quando Dumbledore não disse mais nada, ele exclamou: “Qual é o seu propósito?”
“Paciência. Agora Lockhart,” prosseguiu Dumbledore em tom amigável, “Lockhart não era amigo de Harry - nem seu, se me lembro corretamente – mas ele tentou ser...”
“Gilderoy Lockhart não era amigo de ninguém a não ser dele mesmo,” disse Snape amargamente.
“Não, você está absolutamente certo”, concordou Dumbledore, “e é essa a razão pela qual ele queria ser visto em companhia do garoto mais famoso do mundo. Não exatamente admirável, sim? Mas este é o ponto. E no fim eu temo que ele era, sem sombra de dúvida, o ovo podre...”
“Talvez você devesse escrutinar melhor os currículos, não?”
Pela primeira vez, Dumbledore pareceu enrijecer. Ele se voltou para Snape e seus olhos se encontraram. “Incluindo o seu, Severus?”
“Snape empalidecera, desviando o olhar. A expressão de Dumbledore reincidiu em ternura. Ele estendeu a mão e tocou de leve a mão do outro professor, num gesto de conciliador. “Bem, isso não foi justo. Me perdoe Severus. Mas, como eu vinha dizendo, Lockhart quase causou danos irreparáveis aos senhores Potter e Weasley, com um Feitiço de Memória. E antes disso, Quirrel.”
“Inseto repugnante”. Murmurou Snape, imprimindo na voz mais veneno do que quando falava sobre Lockhart.
“Ah sim, ele era, não?” Suspirou Dumbledore. “E você soube o que exatamente o que ele era, o tempo inteiro. Nós devemos isso a você, Severus.”
“Poupe-me.” Disse Snape, rolando os olhos. “Dois anos se passaram e você continua devendo.”
“Bem, dê tempo ao tempo. Quirrel... ah, o pior entre todos. Tentou assassinar Harry.” Dumbledore semicerrou os olhos. “Percebe uma certa tendência aqui, Severus?”
“Não. Um deles era um assassino, o outro era um idiota, e o terceiro era um anjo caído dos céus que eu perversamente denunciei,” Snape rosnou. “Estou compreendendo corretamente? Mas que diabos você está tentando...”
“Cada um dos três ameaçou Harry, Severus,” declarou Dumbledore gentilmente. E você os odiou a todos”.
A boca de Snape se abriu, voltando a fechar-se em seguida, embora sem emitir nenhum som.
‘Até mesmo Lupin,” continuou o velho diretor. “Por que diabos você se atiraria dentro da Whomping Willow, se não por acreditar que Lupin estava agindo como cúmplice de Sirius Black – para matar Harry Potter”?
“Isso é absurdo” vociferou Snape. “Se eu devia algum favor a Potter, foi retribuído há muito tempo. Isto é, eu...” Ele pausou, e continuou, como que se esforçando. “Olhe, Lupin era...”
“Estimado por Harry, enquanto você não,” disse Dumbledore serenamente. “Sim, eu sei.”
Os lábios de Snape desenharam-se em uma expressão muito próxima a um rosnado. “E daí? Lupin sempre foi estimado por todos. Ninguém sabia o que ele realmente...”
“Exatamente da mesma forma que todos gostam de Harry, sem realmente compreendê-lo, ou ao propósito que ele serve. Bem, quase todos; o jovem Draco Malfoy tem se provado muito tenaz... Harry é um garoto muito agradável, Severus, pare de fazer caretas. É natural.”
“A única coisa agradável a respeito de Potter é sua tendência em quebrar os ossos no campo de Quidditch.”
“Eu devo discordar de você neste ponto.” Dumbledore riu. “Mas ele realmente mostra uma habilidade alarmante para isso, não mostra? Oh, Severus. Perdão. Mas estas cortinas nos seus olhos estão prejudicando seriamente suas relações professor-aluno com outros além do Harry, e eu senti que o momento de chamar sua atenção sobre o fato havia chegado.” Os olhos cintilantes de Dumbledore pararam de cintilar, estreitando-se levemente. “Ao contrário das evidências Severus, eu acredito fortemente em profissionalismo.”
“Tudo bem, tudo bem,” murmurou Snape. “Você acha que eu tenho sido muito indigno com o pequeno cretino e você quer que eu pare e comece a bajulá-lo como todos os outros. Compreendi corretamente?
“Não.” Exclamou Dumbledore, olhos flamejando, e Snape piscou em confusão. “Você entendeu totalmente errado. E irá continuar a fazê-lo, caso não pare e analise o que eu estou dizendo.”
“O que eu estou entendendo errado? Falho em perceber de que forma tudo isso é qualquer coisa que não claro e direto. Eu não gosto de Harry Potter. Agora eu poderia, por favor, i...”
“Errado novamente, Severus.” Dumbledore disse suavemente. “Erradíssimo, na verdade.”
Snape enrijeceu, olhos estreitando-se, as bochechas tornaram-se um pouco mais pálidas.
“Não faz sentido,” o diretor continou em sua voz mais gentil, como se falasse com um amedrontado estudante do primeiro ano. “Você não pode continuar nesse negócio por muito tempo e não compreender algumas coisas sobre o coração humano. E eu conheço o se, Severus.”
Snape empalideceu ainda mais, se é que isso era possível, e em seguida as bochechas cobriram-se de vermelho.
“E Harry...”
“Maldito seja, Dumbledore.” Disse Snape asperamente, sua voz soando como se ele se estivesse arrastando em cacos de vidro, mãos e joelhos,“se você em algum momento contar para qualquer, qualquer, qualquer pessoa...”
“Eu nem sonharia”, disse Dulbledore indulgentemente, tomando a xícara de chá da mão trêmula de Snape, reenchendo-a com mais fumegante Mint Madness. Após observar Snape brevemente, ele adicionou uma generosa quantidade de brandy. “Não reaja dessa forma. Você não fez nada de errado.”
“Ele é uma criança,” disse Snape, a face contorcendo-se, desta vez de tormento ao invés de desprezo.
“Sim.”
“Ele me odeia.”
“Definitivamente.”
“Caralho.”
“Linguagem,” repreendeu Dumbledore. “Beba seu chá.”
Snape bebeu todo o conteúdo de sua xícara. Dumbledore encheu-a novamente, desta vez com muito mais brandy do que chá. “Ele se parece muito com James, não?” inquiriu o diretor.
O mestre de poções fitou Dumbledore com uma sombra de ódio nos olhos. “Não procure por conexões que não existem, Albus. Eu estou absolutamente preparado para jurar em cima, em baixo, de lado e sobre um sapo estripado que eu detestei James Potter com todo o meu coração.”
A isso, Dumbledore riu alto. “Eu estou absolutamente consciente deste fato, meu amigo. E por que não? James era o típico garoto de ouro, se bem me recordo; conseguia tudo com facilidade, enquanto você tinha que batalhar pelo que desejava. Eu sei disso. James nunca sofreu, até sua morte.” Um olhar longo. “O mesmo não se aplica ao filho dele. Harry conheceu – e conhecerá – mais sofrimento do que qualquer um de nós. Ele nunca desejou seu destino, mais do que você desejou o seu, ou eu o meu.”
Snape aparentemente não conseguiu formular uma resposta a isso. Momentos depois, ante um Dumbledore aguardando pacientemente, ele disse em uma voz suave e derrotada: “E qual deverá ser meu próximo passo? Demitir-me?”
As sombrancelhas ergueram-se novamente. “Demitir-se? Certamente não! Por que você deveria fazer isso? Você não tem planos a respeito de Harry, tem?”
“Não!” Quase em pânico. Então, suavemente, “Não, eu não tenho.”
Dumbledore acomodou-se na poltrona, e Toby fungou novamente. “Muito bem, então. E você não pode simplesmente partir agora Severus. Não de encontro a tudo que esperamos para este ano. Você talvez ouviu rumores sobre Moody...”
“Oh, God,” suspirou Snape.
“... Todos verdadeiros”, finalizou Dumbledore calmamente. “Eu preciso dele aqui, Severus. Me desculpe.”
“O maldito cargo é amaldiçoado,” respondeu Snape num murmúrio sombrio. “Eu deveria parar de querê-lo.”
Os olhos de Dumbledore cintilaram de novo. “É, talvez. Não se preocupe. As coisas não podem ser dessa maneira indefinidamente.”
“Eu não poderia suportar se elas pudessem.”
Agora os olhos encheram-se de compaixão. “O que você fará?”
“O que eu posso fazer? Se eu realmente começasse a ajoelhar-me diante dele, seria súbito demais, não seria? E eu não poderia ser gentil com ele, não com Draco Malfoy por perto...”
“Não se você não quisesse levantar as suspeitas de Lucius”, completou Dumbledore, aquiescendo levemente enquanto os olhos abriam-se rapidamente, compreendendo. “E nós não podemos fazer isso agora. Me desculpe.” repetiu ele.
Snape fitou-o sem esperanças.
“Se lhe serve de consolo, você não é tão cego quanto imaginei.”
“Bom, muito obrigada, tenho certeza.”
“Ele não terá treze anos para sempre.”
“Você está seriamente sugerindo...”
“Não. Eu marquei esta reunião, não para impedir, tampouco para impelir você a agir – mas para abrir os seus olhos. Percebo agora que eles já estavam abertos. Perdoe-me. Dumbledore pareceu um pouco triste, e Snape manteve os olhos fixados no fundo de sua xícara de chá, como se procurasse um sinal a la professora Trelawney. “eu realmente gostaria que você se sentisse confortável o suficiente para me procurar quando a necessidade surgisse, Severus.”
“Amigos com ouvidos atentos” disse Snape, mas o sarcasmo perdera a energia que lhe é comum.
“Eu possuo duas.”
“Tudo bem, então. Vamos colocar em palavras. Diretor, achei que você deveria saber que eu tenho uma afeição especial por um dos meus alunos menores que me despreza” – “Não. Considerando, acho que não.” Snape levantou-se de sua cadeira sem muita firmeza, devido talvez ao brandy. “Acredito que chegamos à conclusão de que eu ainda não sou um monstro, então Harry Potter continuará absolutamente seguro.” Ele piscou lentamente. “Meu Deus, sir, eu estou um pouco cansado. Obrigada pelo chá e pelo esforço em obtê-lo; amanhã a dispensa da escola estará novamente recomposta.”
Dumbledore piscou. “Perdão?”
“Eu devolverei tudo.”
“Você tinha todo o...”
“Eu era apreciador do chá, conforme havia dito,” respondeu Snape, sorrindo tristemente, “mas eu não acho que terei estômago para isso por enquanto... boa tarde, Albus.”
Desta vez, foram os olhos de Dumbledore que não conseguiram encontrar os de Snape – talvez pela primeira vez durante a longa convivência de ambos. “Boa tarde, Severus,” ele murmurou, reenchendo sua xícara de chá. A porta fechou-se num baque suave.
The Tea Series, de Telanu
Fã devota e apaixonada da saga Harry Potter, senti um imenso vazio quando esta chegou ao fim.
Buscando satisfazer meu apetite insaciável por mais Harry, mais Severus, mais Howgarts, mais magia, recorri à internet e deparei-me com inúmeras homenagens, fotos e criações de mais fãs órfãos como eu.
Como que por um delicioso acaso, uma imagem intrigante ateou fogo à minha imaginação. Harry Potter e Severus Snape, muito próximos, sugerindo algo mais profundo por entre mágoa, rancor e demonstrações mútuas de ressentimento.
Como a incurável mente inquieta que sou, eu fui além, eu procurei, busquei. E encontrei Snarry, numa realidade obscura porém brilhante: Uma paixão imensurável, uma atração avassaladora, que só se encontra no mundo dos amantes. Vídeos, fotos, desenhos, fanfics, fanarts.
Após algumas histórias não muito satisfatórias, mas suficientes para aguçar ainda mais a minha imaginação, (já mencionei curiosidade mórbida?) eu encontrei Telanu, e The Tea Series.
Deixarei para fazer minhas considerações após a tradução. No momento, posso afirmar que adorei ao ponto de traduzir as muitas e muitas páginas que Telanu tão magistralmente escreveu.
Não é possível traduzir qualquer texto em inglês ao pé da letra. Adaptações à língua para a qual o texto será traduzida se fazem necessárias. Alguns sentimentos só podem ser compreendidos plenamente se expressados na língua que nascemos ouvindo. E algumas expressões literárias e dialetos também precisam encontrar seu equivalente.
Por isso, peço desculpas se alguém discordar da maneira como determinada palavra, expressão ou sentimento foi traduzido.
Cada um dá a cada história, texto, manuscrito e coisa que o valha, sua própria interpretação.
Quis personalizar minha tradução, deixá-la característica. E não ia usar um título como “As Séries do Chá”, ou semelhante, porque não faz sentido, na nossa língua. E sem mais delongas:
A tradução que eu tanto queria fazer.
Hum... tempão que eu não postava. Também não tenho nem leitores! Muita coisa acontecendo, muita coisa pra refletir, muitas mudanças a caminho.
Meu blog está completamente no limbo. Desejo dar vida a ele, participar da vida internética, mas não tenho tempo nem inspiração. Mas quero ter. Rsrs.
Hoje quero falar um pouco de mim e um pouco de amor. Eu sou uma pessoa de coração aberto e mil faces. Me interesso por quase tudo. Mas eu amo culinária (que tenho negligenciado), livros, história, novidade, inglês, cinema e Harry Potter.
Como acredito no amor, sem distinção de cor e sexo, me fascinei por uma nova vertente da história de J.K Rowlling. Sigamos para o próximo post.
Meu blog está completamente no limbo. Desejo dar vida a ele, participar da vida internética, mas não tenho tempo nem inspiração. Mas quero ter. Rsrs.
Hoje quero falar um pouco de mim e um pouco de amor. Eu sou uma pessoa de coração aberto e mil faces. Me interesso por quase tudo. Mas eu amo culinária (que tenho negligenciado), livros, história, novidade, inglês, cinema e Harry Potter.
Como acredito no amor, sem distinção de cor e sexo, me fascinei por uma nova vertente da história de J.K Rowlling. Sigamos para o próximo post.
sexta-feira, 10 de junho de 2011
Bom dia.
Bom dia para todos!
Estou aqui, na minha linda cidade de arquitertura em estilo alemão, olhando o dia ensolarado através da janela do escritório, pensando no que vou fazer hoje a noite, ou no fim de semana.
Para iniciar o blog, eu quero falar um pouco do meu projeto mais, como posso dizer, grandioso no momento.
Eu sou casada e tenho um bebe de 2 anos e meio, o Leonardo. Ele é o milagre da vida!!
A gente acabou de comprar uma casa e eu já tenho algumas idéias de como é que eu vou decorar e mobiliar... Mas por enquanto parece tudo uma massa indefinível... ainda mais com o orçamento apertadíssimo!!
En breve eu vou tirar umas fotos da casa, de como é, e como vai ficando.
Adoro também reformar móveis, para olhar depois e dizer: eu que fiz, heim!! Fora a terapia que é!
Prometo que vou tirar um tempo para esta minha nova condição de blogueira e complementar o blog com mais detalhes e imagens.
Estou aqui, na minha linda cidade de arquitertura em estilo alemão, olhando o dia ensolarado através da janela do escritório, pensando no que vou fazer hoje a noite, ou no fim de semana.
Para iniciar o blog, eu quero falar um pouco do meu projeto mais, como posso dizer, grandioso no momento.
Eu sou casada e tenho um bebe de 2 anos e meio, o Leonardo. Ele é o milagre da vida!!
A gente acabou de comprar uma casa e eu já tenho algumas idéias de como é que eu vou decorar e mobiliar... Mas por enquanto parece tudo uma massa indefinível... ainda mais com o orçamento apertadíssimo!!
En breve eu vou tirar umas fotos da casa, de como é, e como vai ficando.
Adoro também reformar móveis, para olhar depois e dizer: eu que fiz, heim!! Fora a terapia que é!
Prometo que vou tirar um tempo para esta minha nova condição de blogueira e complementar o blog com mais detalhes e imagens.
quinta-feira, 9 de junho de 2011
Apresentação e boas vindas
Bom dia!
Não sei se estou dando bom dia pra mim mesma ou pra alguém que porventura venha a visitar este blog. Eu nem sei qual é a idéia, na verdade. Eu gosto de tudo e tenho tanto a dizer... Sempre quis fazer algo assim. O que tenho em mente é dividir um pouco da minha rotina, meus pensamentos e projetos com vocês. E quem sabe, encontrar, no meio de tantos blogs, informações e pessoas com interesses comuns!!
Não sei se estou dando bom dia pra mim mesma ou pra alguém que porventura venha a visitar este blog. Eu nem sei qual é a idéia, na verdade. Eu gosto de tudo e tenho tanto a dizer... Sempre quis fazer algo assim. O que tenho em mente é dividir um pouco da minha rotina, meus pensamentos e projetos com vocês. E quem sabe, encontrar, no meio de tantos blogs, informações e pessoas com interesses comuns!!
Assinar:
Postagens (Atom)
